Eu fiquei um ano inteirinho sem comprar em lojas de fast-fashion, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah
Em um momento de impulso, eu propus para mim mesma ano passado o desafio de ficar exatamente um ano sem comprar qualquer peça de roupa em fast-fashions. E desde o dia 22 de outubro de 2017, quando publiquei o post anunciando tal desafio, as peças que comprei foram exclusivamente provenientes de brechós.
Mas, porque? A verdade é que eu funciono à base de desafios. Desde pequena eu sempre gostei de pequenas apostas e desafios: "eu duvido" e "eu aposto que você não consegue" eram expressões que me motivavam a fazer várias coisas, hahah Claro, eu sabia dizer não, então esses desafios só serviam como incentivo para fazer aquilo que eu já tinha vontade de fazer.
Então, pensei em me desafiar desse modo porque ano passado, na época do início do desafio, eu estava pesquisando e entendendo mais sobre consumo consciente e o impacto ambiental que a indústria da moda causa. Eu tinha muita vontade de diminuir o meu consumo em fast-fashions porém não estava chegando a algum lugar, afinal sempre dava para começar depois de comprar uma blusinha, e assim eu ia ignorando a vontade de rever meus hábitos. Logo percebi que precisava de alguma maneira de realmente me comprometer àquilo que acreditava.
Como eu fiz isso? Apesar de no post eu ter deixado claro que estava liberado tanto compras
em lojas de moda consciente quanto em brechós, nesse um ano eu comprei
apenas em brechós. Assim sendo, durante esse ano eu conheci alguns
brechós a mais, fiz minha primeira compra em um brechó do instagram e
visitei aqueles que já conhecia.
Não vou negar, foi extremamente difícil em alguns momentos. Mas eu normalmente já não sou uma pessoa consumista, ou seja, o meu nível de consumo é baixo comparado com a maioria das pessoas. Se juntarmos isso ao fato de que iniciei o desafio bem na época em que entrei na faculdade de design - você sabe quanto pode custar material de desenho? É assustador - posso dizer que me ajudou bastante o fato de eu não ter muito dinheiro sobrando.
E ainda assim quando eu sentia muita necessidade de comprar uma peça eu pensava que aquilo estava sendo adquirido com um custo altíssimo para o meio ambiente e ainda financiando condições de trabalho deploráveis. Lembrava sempre de uma fala do filme The True Cost, que já indiquei aqui, onde uma funcionária da indústria têxtil em Bangladesh diz ''Eu acredito que essas roupas são produzidas com nosso sangue".
Qual foi o resultado disso? Eu contei para alguns amigos sobre a ideia do desafio e algumas das reações foram "Mas depois de um ano tu vai comprar tudo o que não comprou nesse ano?'' e esse é justamente o ponto ao qual queria chegar com o desafio. NÃO, eu não vou voltar a comprar normalmente, não vou entrar na Renner amanhã como se nada tivesse acontecido e comprar alguma peça simplesmente pelo fato de que estou livre do meu compromisso.
O resultado do desafio foi que eu percebi que é possível reduzir o nosso consumo e fazê-lo de forma mais consciente. Entretanto, compreendi também que no momento, não é uma realidade para mim nunca mais comprar em fast-fashions, porém depois dessa experiência eu consigo entender quais peças são difíceis de encontrar em brechós de um jeito que sejam bonitas e duráveis. Portanto, se eu precisar comprar novamente em fast-fashion, entendo quais peças estão liberadas. Mas pretendo ter um limite, algo em torno de 5 peças por ano.
O saldo foi que durante o ano comprei 13 peças em brechó e pensei em fazer um post mostrando todas, o que acha?
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Ah, tu tem alguma dúvida sobre o assunto? Ou quer deixar sua opinião? Eu vou adorar conversar sobre isso nos comentários ❤











